domingo, setembro 03, 2006

Lobelhe Virtual

Está disponível ainda fase de testes no seguinte endereço: http://www.geocities.com/lobelhemato/
uma viagem virtual a Lobelhe do Mato, por enquanto, nem toda a aldeia está coberta.
Podem explorar várias zonas de Lobelhe é só pesquisar e clickar com o rato, nos vários sitios.
Caso queiram incluir sítios de interesse, etc, mandem sugestões.
Espero que gostem, acho que é uma maneira fixe de divulgação e de dar a conhecer aldeia.
Conto com a vossa contribuição, e ajuda.
Um abraço
Saudações Lobelhenses

segunda-feira, junho 26, 2006

Novas Tendências! Que Perpectivas?

Tem-se falado cada vez mais nos últimos tempos de um fenómeno económico-social que afecta o nosso país e as outras nações e que inclusive, foi motivo para as Nações Unidas, este ano dedicarem-no como Ano Internacional, estamos a falar da desertificação. Descaracterizadas pela desertificação, muitas aldeias portuguesas estão condenadas a desaparecer. A emigração, ou êxodo, a procura de melhores condições de vida, levaram para longe os que podiam rejuvenescer estas cheias de tão pouco. As que ainda resistem são povoadas por idosos que acreditam que a calma seja a cómoda serenidade que arremata uma vida de trabalhos. Mas e quando não houver resistentes? A desertificação consiste no fenómeno de fuga da população do interior menos desenvolvido, para os grandes centos urbanos, sendo este fenómeno também chamado por êxodo rural. Este fenómeno tem como principal causa a procura de melhores condições de vida. A desertificação é um problema que tem afectado inúmeras aldeias do interior de Portugal, pois a população que reside nessas localidades depara-se com vários problemas que vão, desde a falta de emprego, inexistência ou dificuldade de acesso a cuidados de saúde e educação. A população abandona as suas aldeias e desloca-se em direcção aos grandes centros urbanos, perdendo-se assim alguma parte das suas raízes identidades, cultura e algumas tradições da sua região de origem. A desertificação da população no interior de Portugal tem como consequência a deslocação e a escassez de pessoas qualificadas. Isto por sua vez vai dificultar o crescimento económico e social sustentado, das várias regiões do país. Demograficamente o litoral tem crescido à custa do despovoamento do interior, o que leva a um envelhecimento causado pelo declínio da fertilidade nesta zona. Denota-se daí uma sobrelotação das áreas urbanas, e por consequência a degradação da qualidade de vida nas grande cidades, como falta de habitação condigna, poluição, trânsito, problemas na resposta do Serviço Nacional de Saúde. Contudo longe deste fenómeno encontra-se Lobelhe. Lobelhe conta com uma população bastante jovem, podemos ver pelas estatísticas enquanto se verifica o encerramento de algumas escolas do concelho, Lobelhe no ano lectivo 2002/2003 contava com um total de 16 alunos, repartidos 2 pelo primeiro ano, 6 pelo segundo ano, 6 pelo terceiro ano, 4 no quarto ano, contando com dois docentes e uma taxa de aprovação de 95,7 %, já no ano lectivo 2004/2005 contava com 15 alunos repartidos por 2 alunos; 6; 5 e 3 respectivamente pelos 4 anos do ensino básico regular. O facto também a salientar é que cerca de 5% da população de Lobelhe encontra-se a frequentar o ensino básico, o que é bastante salutar. (Para o próximo ano lectivo a escola contará com 24 alunos, cerca de 7,4% da população). Para informação mais detalhada remeto á seguinte fonte: mapa distribuído pela DREC Numa abordagem cronológica, importará compreender que o fenómeno se começou por dever a dois factores preponderantes: a baixa natalidade e as fracas condições oferecidas nas aldeias, quando comparadas com as da cidade. Mas findo os seus estudos, e há medida que se entra na idade de inserção na vida actica, que perpectivas, tem os jovens? Bem na minha opinião e segundos dados que li, a falta de perpectivas de emprego, não é um problema que afecte directamente os jovens de Lobelhe e do concelho, pois apesar de a população agrícola ter vindo a decaír, e o sector dos serviços também não aumentar ( pois este localiza-se, nas grandes cidades, e capitais de distrito), a região conta com um sector industrial em franca expansão. Podemos exemplificar com o grupo Visabeira, Citroen Lusitanea; Visabeira; Labesfal, Avicasal. Lobelhe encontra-se geograficamente bastante bem localizado, não é como muitas aldeias do nosso país, que enfrenta problemas de isolamento. Está a meia dúzia de Km da vila de Nelas, outros tantos da Cidade de Mangualde, e a menos de 20 Km da cidade de Viseu, além de encontrar, execelentes vias de comunicação, actual IP5 , futura A25, tem ao seu dispor polos universitários a exemplo o ( Instituto Piaget, e o Instituto Superior Politécnico de Viseu ) , também não podemos esquecer as termas de Alcafache, um polo dinamizador do turismo, da região. Apesar destas condições favoráveis, julgo que seria impetuoso, uma certa acção e dinamismo por parte do poder central e local, de modo a prender as populações, é um facto que a regionalização estar consagrada na nossa constituição não foi nem se prevê que vá avante, no entanto, julgo que a nível de poder central, se deveria baixar, as taxas de IRS, á semelhança do que aconteçe com as regiões autónomas, assim como uma redução da taxa de IRC, bem como um aumento do numeros clausulus nas Universidades do Litoral, o que implicaria uma deslocação das empresas e das Universidades, para fora do Litoral. A nível do poder local, incentivos ao investimento através de uma redução da taxa da Derrama, criação de ninhos e polos empresarias, com boas vias de comunicação. Assim se conseguiria um crescimento mais sustentável, e uma maior paridade a nível regional. Emigração, êxodo, não existe desde agora, lebramo-nos da década de 50 e 6o, com a emigração para a França, Alemanha, a deslocação, para Lisboa, acompanhada com a guerra colonial, porêm é certo estes desiquilibrios, eram compensados, por uma elevada taxa de Natalidade, no entanto penso que Lobelhe, não sofre nem sofrerá do problema da desertificação, nos próximos anos, apesar do êxodo continuar a existir, principalmente por aqueles que procuram uma vida melhor.

domingo, maio 14, 2006

A nova geração

«A nova geração (nomeadamente os jovens entre os 12 e 19 anos) deixa-se influenciar muito por diversos factores, nomeadamente a preguiça, a falta de responsabilidade, a desmotivação, etc…, o que impossibilita a vontade de fazer mais e melhor para esta freguesia. Muitos projectos se poderiam criar se não existissem estes entraves nesta sociedade, tanto a nível local como a nível nacional. Mas o porquê desta desmotivação desta nova geração? Faço-me várias vezes esta questão pois ainda não consegui entender. É certo que estamos numa sociedade virada para o “facilitismo”, mas isso não deveria ser a causa destes problemas presentes nesta juventude. Será por falta de estímulos tanto do interior como do exterior familiar? É uma questão que se deve resolver o mais rápido possível para que haja um melhor funcionamento social e cultural nesta freguesia! Confesso que por vezes fico preocupado com o futuro de alguns jovens desta aldeia, pois houve um dia em que alguns me afirmaram que preferiam terminar o 9º ano e irem trabalhar do que tirarem um curso superior ou profissional que lhes permitisse obter melhores condições de vida e também profissional.» (Bruno Correia; 2006)

terça-feira, fevereiro 14, 2006

A tradição ainda é o que era


Em Lobelhe como em grande parte das aldeias a Páscoa, é vivida com alguma intensidade. Além do forte impacto religioso que tem, é uma época que se desmarca do Natal, pois não tem aquele consumismo exacerbado. No período Pascal, muitas pessoas, que estão afastadas de Lobelhe, retornam para passar este período em familia. Logo de manhã cedo no domingo de Páscoa, bastante cedo mesmo, há a procissão acompanhada pela banda de Lobelhe, depois segue-se a visita Pascal ás casas das pessoas.

domingo, fevereiro 12, 2006

O Chafariz Velho




Qual é a terra que não tem um chafariz. Pois é Lobelhe tem vários chafarizes, este é o chafariz velho, datado de 1837. Até á cerca de vinte, vinte e poucos anos, poucas ou nenhumas casas tinham água canalizada em Lobelhe, e tinhamos que recorrer ao chafariz. Por ventura o chafariz já serviu para alguns namorados verem as suas namoradas, como no poema: "Descalça vai para a fonte Leonor pela verdura...", eu por exemplo guardo na memória uma história engraçada deste chafariz, era garoto tinha cerca de 10 anos e fui beber água ao chafariz, ia todo janota, com a melhor roupa que tinha na altura, encosto-me ao parapeito do chafariz escorrego, e zás, um mergulho de cabeça dentro do chafariz, e pronto fiquei todo molhado, as pessoas todas a rir :-). Actualmente muita gente vai ao chafariz ainda buscar água inclusivê eu, porque a água canalizada não presta, e a água do chafariz de Lobelhe é bastante boa.

domingo, janeiro 29, 2006

Bem Vindo a Lobelhe do Mato


Toponimia: Lobeli, Lobili; Lobely
Lobelhe do Mato situada a uma latitude de 40° 34' 60N e 7° 49' 60W de longitude e a uma altitude de 433 metros, é uma freguesia portuguesa do concelho de Mangualde, com 1,36 km² de área e 317 habitantes (2001). Densidade: 233,1 h/km².
Lobelhe do Mato é constituída com cerca de 40 fogos, e está situada a cerca de 7 Km da sede do concelho- Mangualde – e a 15Km da sede do distrito – Viseu, e a 3 Km das termas de Alcafache.
A freguesia é formada apenas pela aldeia de Lobelhe do Mato. Tem uma Igreja Paroquial dedicada a São Paulo e duas casas solarengas da Familia Costa Faro, de referir também a capela da Nossa Senhora das Neves e o Pelourinho. Aqui existe também o Grupo Coral da Paróquia de Lobelhe do Mato e a Sociedade Filarmónica Lobelhense fundada em 25 de Maio de 1863.
A 5 de Agosto comemora-se a festa da Nossa Senhora das Neves e a 25 de Janeiro a festa de S. Paulo.
Quanto ás suas actividades, trata-se de um meio essencialmente rural , portanto a agricultura é a principal ocupação dos seus habitantes, apesar de alguns trabalharem nas fábricas da zona e de se registar alguma emigração. Ainda grande parte da população activa do sexo feminino dedica-se ao artesanato (tapetes de Arraiolos).

Um pouco de História

Lobelhe, já teve a categoria de concelho, não espanta que Lobelhe do Mato constituísse por si, uma unidade administrativa, pois esta povoação foi doada por D. Afonso Henriques e os seus sucessores doaram-na à ordem do Hospital. Mas com a extinção das ordens militares (D. Afono III), a povoação deixou de ter autonomia local, passando a integrar o concelho de Azurara (Mangualde).
Subsiste a denominação de um lugar chamado Curral do Concelho.
O topónimo Castelo, designação de um lugar da freguesia, leva a crer que aqui terá existido um castelo mas se assim foi dele não restam quaisquer vestígios. Também de referir a casa solarenga que pertenceu a Lourenço da Costa Faro, antigo capitão-mor de Azurara.